Ficta Confessio
terça-feira, 22 de maio de 2012
Somebody
Hojé é 22 de maio de 2012. Tudo tão diferente do primeiro dia do ano. Parece que vivi mil vidas em menos de seis meses. Liberei alguém de algo, que pensei que um dia pudesse ser amor, pra que seguisse sua própria vida. Pouco tempo depois, destruí uma amizade foda, pensando que poderia ser amor. Fiz minha primeira tatuagem. E descobri que o Rio de Janeiro é muito bom, e que não queria mesmo ir pra canto algum. Meu niver tá chegando e ainda não sei o que vou me dar de presente. Alguém me ensina uma música nova? É que não consigo tirar "Use somebody" de Kings of Leon da minha cabeça.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Flores
E pra compensar todo o stress que tive hoje com o armário que quebrou, deixando todo o material didático no chão, tive a idéia de comprar flores pra colocar em cima de um arquivinho que acabou de chegar na minha sala. Depois do furacão que passou aqui, fui assaltar a sala do marketing e peguei um armário médio que eles não usavam pra nada de útil. Ficou perfeito aqui, organizei tudinho e de quebra ainda ganhei um espacinho fofo pra alegrar o ambiente.
É incrível o poder que uma flor tem de te roubar sorrisos.
E além de tudo, foi um passeio agradável que fiz com minha nova colega de trabalho, Nicolli(Stephanie), apesar do sol forte e a rua lotada, aqui no centro do Rio, por causa do carnaval.
domingo, 1 de janeiro de 2012
Feliz ano novo!

Achei que fosse conseguir ignorar, mas é impossível não sentir a força que vem dessa energia que renova tudo. Foi como se eu é que tivesse dado essa volta completa. Eu girei em torno do meu sol. E não quis saber de mais nada que ficou lá atrás. Como se um segundo tivesse o poder de dividir minha vida em dimensões. Um portal que me leva pra uma outra página. Quis até ficar sozinha, mais uma vez com o mar, mas com ele só pra mim. Só nesse momento. Mas esse ano tive tantos abraços sinceros. Amigos: família que escolhi pra mim. E mesmo que isso fosse possível, seria muito egoísmo de minha parte. Eu queria alcansar o inatingível, queria deitar no colo do Criador de tudo o que existe e ver o mundo brilhar. Eu não queria que ninguém visse, só o mar e os fogos de artifício como testemunha. Não pedi nada, não fiz promessas, estava tão completa que não senti falta de absolutamente nada. Só quis agradecer em silêncio com os olhos cheio desse mar saindo de dentro de mim. Mas, sentada na areia, vendo a água molhando os pés de tanta gente, pensei no quanto era boba essa timidez. Ora, o mar também estava feliz.. e com toda aquela grandiosidade ele também chora.
domingo, 20 de novembro de 2011
Semente

É como se tudo o que existe já tivesse sido dito em todas as línguas e de todas as formas. É o vazio que não se sabe do quê. Mas não é uma ausência que dói. É a consciência da ferida curada. A certeza de não poder mais criar uma tempestade. Não mais. Talvez seja um campo aberto. Talvez seja o momento certo de plantar.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Branca

Aquele instante em que se sente as folhas secas de amendoeira estalarem debaixo dos pés. O momento em que se deita no banco da praça, sem preocupação alguma, cansada de tanto andar. Olhando o sol pelas brechinhas das folhas, deixando aquele calor agradável, de manhãs de outono, entrar. O cheiro de pão que perfuma as ruas pela manhã, as mães de mãos dadas levando seus filhinhos nas escolas, os velhinhos caminhando pelas ruas, vivendo sua aposentadoria da melhor maneira possível. A mente vazia. O papel em branco. A total banalização de um "e depois?". A esperança de que encontraria algum dia. A sorte de nunca ter encontrado. A ignorância, a benção de não saber do que se precisa. A curiosidade boba que te rouba.. e tudo o que passa em sua frente te distrai.
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