sábado, 13 de maio de 2017

O segredo de uma boa liderança e uma igreja bem sucedida

Um líder bem sucedido, sabe delegar tarefas. E delegar tarefas, é diferente de transferir responsabilidades. É saber descentralizar. Sabemos que a igreja é um corpo, onde somos membros e Cristo é o cabeça. Mas todos os membros tem sua função e, por mais insignificante que pareça, todos têm sua importância e não devem ser desprezados. E é imprescindível que cada membro ocupe sua posição e execute a função que lhe compete. Imaginem só se um dedo mindinho do pé tentasse fazer a função do olho direito? Ou se a mão esquerda tentasse executar a função do coração e por sua vez, o coração pensasse que, por tomar o seu lugar, agora ele deveria cumprir a função de uma mão? Certeza que o sangue não bombearia, um olho no lugar do dedinho do pé, sofreria e, um dedinho não teria como enxergar. Já deu pra imaginar a bagunça que seria essa igreja totalmente desajustada, desorganizada? Pois é, é isso mesmo o que acontece em muitas igrejas. Mas me entristece demais quando vejo que membros, por não serem vistos como eles verdadeiramente são, sofrem por estarem no lugar errado. Ou estão a beira de atrofiar, por não serem usados. Olhos se arrastando no chão, se enchendo de poeira e suportando um peso que não é seu, porque não é um par de pé pra aguentar o peso do corpo. Mindinho achando que tem muita visão, mas não foi feito pra enxergar. Coração que para de bater. É necessário que cada um esteja em seu lugar e que tenha um voto de confiança pra ser o que Deus o chamou pra ser: porque se ele está na igreja, é porque tem plenas condições de fazer algo pra agradar a Deus.
E quando um líder pensa que pode fazer tudo sozinho, ou pensa que precisa apenas de dois membros pra sobreviver, cedo ou tarde a igreja vai morrer, porque nenhuma cabeça sobrevive sem um estômago, um coração, um pulmão...
E quando não damos devida importância à todos os membros, quando os olhos da igreja não cumprem a função que é enxergar, o resultado é uma igreja morta, atrofiada ou bagunçada.
Muitos líderes centralizadores perdem uma ótima oportunidade de evolução pessoal e da igreja, por continuarem na sua zona de conforto fazendo o que já dominam e deixam de dar importância ao que realmente é prioritário. Isso inclui criar oportunidade de gerar novos líderes, deixando eles mais a vontade de fazer o que o Espírito Santo coloca em seu coração. Porque Deus fala com os membros também. E tudo isso pode ser feito sem se desligar totalmente do que eles fazem. Dar instruções, sendo bem claro no que dizem e a companhar o liderado, sem transferir a responsabilidade. Pra depois, se algo der errado, não ficar buscando culpados: isso é delargar e não delegar.
É preciso conhecer bem as habilidades de cada membro para que a distribuição e realização das tarefas sejam satisfatórias. E como isso será possível se o líder não conversar? Marcar uma horinha pra dar aquela atenção especial e saber ouvir o membro é fundamental.

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