quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Doces



Faço doces como quem precisa ser salva. E sem ao menos saber cozinhar, eu os faço. Nunca me atrevi a vender, porque não sou pretenciosa ao ponto de pensar que o que nasce das minhas mãos fará bem ao estômago de alguém. Eu os faço porque é simplesmente o que sei fazer. E me transborda. Eu não sei o que fazer com tantos, e deles eu mesma não como nenhum. Por esse motivo é que sempre sobra. E por ter em abundância, sempre há quem pense que eu não me importaria se me levassem algum. E de fato não me importo: desta forma eu chego até sentir por um instante que essa minha mania faz algum sentido, já que nunca entendi para que eles servem. Mas também há quem passe mal, depois de comer, e ainda volta para reclamar. Isso ainda me ofende, a minha simplicidade não me permite entender e tampouco me acostumar com esse tipo de reação. E nem sei o que fazer para tentar reverter o mal que fiz, por não saber o mal que há em mim. Eu só gostaria que me compreendessem por eu não saber do que meus doces são feitos, da mesma forma que compreendo aqueles que os levam sem sequer me pedir.

3 Comentários:

Silvana Persan disse...

Cara, quem faz doce é pq......

er...

melhor deixar pra lá.

Mas o q podem as pessoas contra o encanto das outras todas...?

Ni Barreto disse...

mas hein: vc podia avisar que mudou de casa e voltou a ser ficta, néam? deu trabalho te-achar-te!

eunãoseifazerdoces

:(

Pepper disse...

discuuuupa!!! =x